Mais novo adepto do cinema 3D, o diretor de “Alice no País das Maravilhas”, Tim Burton, reconheceu nesta quarta-feira (12) que não vê o 3D como o único caminho para os filmes daqui em diante.
Em sua primeira entrevista oficial como presidente do júri do 63º Festival de Cannes, Burton afirmou que o 3D é só “outra ferramenta” à mão dos cineastas, como foram as descobertas “do som ou das cores” no passado.
“Não acho que o 3D seja algo que vá salvar a economia ou salvar o mundo. É só mais uma ferramenta que às vezes é divertida de se usar, e em outras não”, declarou em resposta a afirmação de que o espaço conquistado pelo 3D poderia colocar em risco as formas tradicionais de se fazer cinema.
“Eu já fui animador na Disney, e trabalhava com desenhos feitos a mão. Quando apareceu o computador, todos disseram que a animação feita de forma tradicional estaria morta em questão de anos. Isso não aconteceu, e a animação 2D está voltando e reconquistando seu lugar. Acho um absurdo que se fale que no futuro tudo será 3D. Há espaço para tudo”




